
Carlos e Celso hasteando as bandeiras no platô do Paraíso da Tartaruga, Praia do Pinho/SC.
Está fazendo 25 anos que conheci a Praia do Pinho, em Santa Catarina. Muitas pessoas sentem aquele apelo interior de envolver-se com iniciativas de defesa de algo que está em risco de extinção, ou de ajudar alguém que está necessitando, mas talvez a maioria deixe passar esse sentimento sem que dele resulte uma ação na direção de tal fim. Quando entrei na Praia do Pinho, pela primeira vez, e tive a marcante experiência paradoxalmente original de ficar completamente nu, numa grande área natural, sem sofrer por isso nenhum tipo de repreensão, em que pese houvesse outras pessoas também nuas na praia, senti que minha vida estaria inexoravelmente ligada àquela experiência, de modo igualmente intenso. Hoje, olhando para trás, vejo que valeu a pena ter tomado a iniciativa, com o risco de parecer ridícula; ter assumido a liderança de um grupo, em que pese tão heterogêneo; ter comprometido a minha imagem, publicamente, com a prática de uma filosofia de vida que, na época, era qualificada de desajustada ou até depravada, pelos mais desinformados. Em razão de tudo o que a vida me proporcionou, por ter encarado esse desafio com determinação e, ao mesmo tempo, desprendimento pessoal, me presenteando com experiências fantásticas, além de uma família de amigos eternos e filhos adoráveis, resolvi transcrever neste blog trechos de meus livros, artigos e histórias. Alguns relembrarão e muitos passarão a conhecer, e, por isso, compreender melhor porque o Naturismo, 25 anos depois, já foi experimentado por, talvez, mais de dois milhões de brasileiros e é praticado em diversos locais do Brasil, públicos e privados, com segurança e apoio dos órgãos governamentais.